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bjs

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Do direito de ficar puto, dizer adeus e seguir em frente.








Eu queria sentar aqui pra escrever um monte de respostas ao invés de fazer coro com perguntas que a gente fica repetindo.
Não, não faz sentido e não é justo.
É uma tremenda sacanagem, uma cagada absurda do destino.
O Guilherme e o Rabello tinham um futuro que sumiu, uma vida que virou lembrança e amigos que estão perdidos, por lhes terem arrancado uma parte.
Dá muito medo. Como mãe, a gente se apavora e tem vontade de colocar vocês no armário, trancar e jogar a chave fora. Como proteger vocês da dor e do destino?
Maldita juventude invencível.
É muito duro , mas o jogo é esse; e a gente precisa saber jogar.
A essa altura todos sabemos que 1+1 dá sempre 2 e não dá pra ficar torcendo pra dar 3, ou contar com a sorte e com os plantões extras dos anjos da guarda, de Deus ou de quem for o responsável pela parte que não nos cabe.
A vida funciona assim, ela é dura, é difícil. Tão difícil que chega a doer.
Mas também é maravilhosa e cheia de surpresas boas (que agora estão difíceis de lembrar).
Eles se foram, mas a gente ficou.
E pretendemos continuar aqui, lembrando das risadas, das letras, das músicas, do skate e da vida deles.
Pra isso é preciso encarar a dor e seguir adiante, é fácil perder o controle e surtar. Difícil é suportar a vida e esperar.
Esperar dias melhores, que certamente virão.
Dias mais leves em que a dor e o horror virarão saudades e lembranças dos dias felizes e das histórias engraçadas.
E pensar no que não dá pra fazer, no que é incompatível com a vida.
Cada um sabe como se preservar e precisa pensar e repensar nisso. Pra que esse pesadelo não se repita.
Eles não mereciam o que aconteceu, mas merecem que vocês todos estejam aqui, juntos, de mãos dadas, rindo e lembrando das coisas boas que cada um fez pra vocês. Assim eles vão em paz e a gente fica em paz.
E paz não é o que todo mundo quer?



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vou morrer sem entender



A vida é curta, na verdade o certo seria a gente dizer que a vida é um estado, um estar.
Hoje estou aqui, de cabelo lavado, batucando meu laptop, amanhã posso ter um AVC daqueles bons, posso ser atropelada, levar um tiro, infartar, qualquer coisa...
Por isso, por essa consciência da duração da vida, eu faço sempre o melhor que posso pras pessoas, uso e abuso do meu melhor sorriso, abraço, beijo e uso as palavras pra ajudar a melhorar o dia das pessoas.
Eu sou de carne e osso, me estresso, me enfureço e perco a paciência; mas nunca deixei que isso me descrevesse, que fosse constante ou contumaz em mim.
Ninguém nunca vai se referir a mim como "aquela grossa desagradável".
Deus me colocou aqui pra fazer o que tenho que fazer pra sobreviver, pagar minhas contas e produzir. E eu faço tudo da melhor maneira que posso, faço na hora, faço bem feito e trato todo mundo com respeito e educação.
Isso não é mérito nenhum, isso deveria ser corriqueiro.
Desejar o bem, parar para ouvir o que o outro tem pra dizer (mesmo que não tenha nada a ver com você), ser delicada e ir dormir sabendo que eu trouxe alguma alegria e contentamento pras pessoas com as quais convivi. Do vendedor de DVD à faxineira, ou o Presidente da ALESP. eu procuro ser leve e não pesar no dia de ninguém. E se der pra ajudar a melhorar as coisas, eu tento.
O que me mata é ver gente que faz questão de esquecer a brevidade da vida e a importância das pessoas sobre as coisas. Gente que gosta de azedar o dia dos outros, de tratar sem consideração e respeito nenhum o outro. De simplesmente não se interessar pelo outro. De se conformar em viver nervoso, insatisfeito e infeliz. Não conseguir ver beleza em coisas simples, não gostar de bichos, de plantas, de crianças...
Graças a Deus, eu sou feliz e de bem com a vida que eu conquistei. Gosto das pessoas e me contento com as coisas que me são oferecidas ou que eu vou conquistando. Não acho nada tão importante que valha eu acabar com o dia de alguém que pode estar precisando de tudo, menos de uma patada.
Eu tenho certeza de que Deus não colocou ninguém no mundo pra viver desse jeito.
Deve ser muito duro viver assim, procurando culpados, estando sempre certo e determinando a (pouca) "importância" dos outros.
Eu tenho muita, mas muita pena de quem escolheu viver dessa maneira.
É muito triste.


Agora, tem uma coisa: infelicidade não é sarampo! Não passa.
Cuidado com isso. 
Boa noite gente!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ai o aborto...

.

Me pediram pra escrever sobre esse assunto; e eu bem que vim aqui pra isso mas é tão difícil.
Esse argumento de que a mulher pode abortar por ser dona do próprio corpo é uma idiotice, já que o bebê tem corpo próprio e ela está lidando com a vida de OUTRA pessoa.
Mas a mulher tem o direito de não querer ser mãe, aí é diferente.
Ou por que a hora não é certa, ou seja lá por qual motivo. A vida e as pessoas têm tantos motivos, quem somos nós pra ficar julgando e listando?
Eu acho mais fácil ter e se encontar na família (que chia de cara, mas acaba se apaixonando pelo bebê, que é oq acontece em 99,9% dos casos, e acaba dando uma mão com a história toda).
Tirar é que são elas, arcar com a culpa, com a decisão, e ir parar sozinha, ou com uma amiga numa clínica daquelas de gelar a espinha e correr o risco de milhões de intercorrências médicas...
Tudo que eu consigo pensar sobre o assunto é que a gente tem que lotar a orelha dessa meninada pra elas se prevenirem e nunca terem de passar por isso.
Não sei oq eu faria se acontecesse com a Sophia, não sei mesmo.
Não sei o que acharia melhor ou pior, mas na verdade me caberia apoiar a decisão DELA e olhe lá.
Difícil isso, viu?


Obs: Nem consideeio a questão da gravidez fruto de um estupro ou de um bebê anencéfalo, que aí nem tem o que discutir.

domingo, 11 de setembro de 2011


Minha mãe me mandou um email, perguntando o que eu achei de um artigo do Giron na Época, que falava sobre a substituição do livro físico pelos eReaders e eBooks.
Achei por bem publicar minha resposta aqui:

"Mãe, primeiro que eu conheço o Giron, e ele é um machista cara de pau...hehe
Imagina que mulher não consome cultura como os homens, mas nem vou entrar nesse âmbito.
É normal que o mercado se adapte, que diminua mesmo (estou falando especificamente dos livros). Mas é como aconteceu com o cinema, quando veio a tv, lembra que todo mundo dizia que o cinema iria acabar?
É a mesma coisa em relação ao jornal impresso e à Internet, tem público consumidor pra ambos. Eu não acredito que um substitua o outro.
Por exemplo, a música -até em função da portabilidade- vc baixa  300 músicas pela internet e ouve num dispositivo que cabe na palma da tua mão, perdeu mesmo espaço pra pirataria, isso dava pra ver que seria inevitável.
Mas e os livros?
Quem troca o cheiro de um livro novo? A capa, o peso... Você vai levar um tablet pra praia pra ler ao por do sol? Não vai, podem te assaltar e levar a porra do tablet! Vc vai ler no ônibus? No metrô?Não vai, pelos mesmos motivos.
Vai fazer anotações preciosas no rodapé do tablet e depois emprestar pra um amigo e conversar sobre elas? Não vai!
Vai ficar passeando e tomando café na livraria escolhendo um e-book? Não vai.
Pra mim, como pra  tudo, sempre tem alguém que gosta. Pra trabalhar ele é ótimo, mas não existe na minha cabeça um termo de comparação entre o prazer de folhear um livro com as páginas amareladas, que sua mãe roubou da sua avó e você roubou dela (Teu amor e as estrelas, lembra?*) e ver um texto naquele fundo branco frio e impessoal de um tablet.
No way!
bjs e amores"   

*Esse livro é um romance super água com açúcar maravilhoso que minha mãe pegou da  minha avó e depois fez que ela colocasse uma dedicatória, muuuitos anos depois eu fiz a mesma coisa e no livro tem a dedicatória da minha avó pra minha mãe e da minha mãe pra mim!